Congressistas superabundaram na graça em plenária que abriu os trabalhos na manhã de sábado

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DA REDAÇÃO – Fogo celestial assinalou a plenária matinal do sábado, o segundo dia do Congresso de Irmãs Beneficentes Evangélicas do Ministério de Perus (CIBEMP) que comemora 20 anos neste ano. A exemplo da noite anterior, a diretoria assinalou presença mediante o comparecimento de todas as membros, lideradas pela presidente nacional, a missionária Lígia Cristina Marins Cardoso. Uma manhã diferente.

Mesclando louvores e adorações ao Senhor, caravanas convidadas asseguraram a qualidade na adoração remetida ao Pai. E n’alguns casos, o revestimento espiritual se manifestou de uma forma peculiar. O caso da apresentação do vocal de Cuiabá/MT, foi um desses. Ao interpretar o hino “E outro igual não há”, foram ungidas de uma forma inesquecível, patrocinando a plenitude espiritual em meio ao plenário e todas as demais congressistas sentiram o Eterno operar.

O CIBEMP é um evento construído sob os mais diversificados desafios. “Viajamos 24 horas em ônibus para poder participar dessa grande festa. Todas felizes, maravilhadas pelas operações celestiais. Revestidas, retornaremos ao Mato Grosso pois segunda-feira já temos de trabalhar secularmente com os corações renovados”, assegurou a líder da regional cuiabana, missionária Haydee Flausino do Nascimento, referindo-se à caravana de 50 irmãs.

Em meio os louvores santos descortinados em meio à programação, mais uma fala interessante. Dessa vez vinda da representação sul-mato-grossense. “Na vida das irmãs que estão fora do eixo Catedral, participar do CIBEMP é algo realizador. Sei de casos – e são muitos – onde centavos são guardados o ano todo para custear a viagem até São Paulo. E assim que terminar a festa o processo de economia já tem início novamente”, detalhou a missionária líder do congresso em Campo Grande, Luciana Moreira.

A GRAÇA PREDOMINOU NA MENSAGEM

Após louvor especial apresentado pela cantora Regiane Barros, a oportunidade permitiu a ministração da palavra. Coube à missionária Marcia Lima (Caieiras/SP), o papel de compartilhar com as companheiras aquilo que o Senhor lhe revelaria. “E direi tudo; nada do que ele ordenar levarei de volta”, começou, avisando.

Falou da graça com propriedade, conhecimento e autoridade.

“Falo para um plenário onde se encontram mulheres revestidas pela graça. Quero deixar evidente que tudo quanto tivermos de fazer em meio à obra precisa ser chancelado pela graça. É só a graça que nos permite agir, fazer, cantar, interceder, trabalhar, ser úteis na casa de Deus e jamais podemos dispensar esse sentimento em meio a nossa trajetória”, orientou.

Lembrando que a graça é dada pelo Senhor e por ele retirada, acentuou a necessidade da retidão no espírito, alma e corpo para que o processo se estabeleça. “O nosso existir como mulheres de Deus precisa depender unicamente da graça revelada em nossas vidas. Essa retidão, sujeição ministerial, requer um comportamento ilibado, testemunho exemplar na igreja e fora dela. O mundo precisa nos diferenciar a partir da manifestação da graça em nossas vidas”, pregou.

Combatendo a soberba, o ‘narizinho empinado’, arrogância e o ‘eu’ que atrapalha demais as manifestações divinas, a oradora não economizou exortações. “Irmãs, muitos precisam baixar a bola se quiserem ter graça. Serve a nós e aos obreiros também. Tirou o cargo, perdem a graça. Tem gente que até para chegarmos próximos pensamos duas, três vezes; vai que mordam”, comparou. Usou a figura de Sansão, exemplificando que ao perder a graça, o primeiro sinal é a cegueira espiritual que comete muitos.

Encaminhando para o desfecho do sermão e perante um plenário cheio do poder pentecostal, Márcia Lima implorou que não se perca a graça por nada. Citando Daniel, comparou que “quanto mais o crente cai na cova, mais dependente ele fica da graça divina. Aí é que Deus cuida de você. Vejam Paulo. Pediu três vezes que algum incômodo deixasse de atormentá-lo. O Senhor respondeu que a graça presente à sua vida seria o bastante para que o fizesse vitorioso como foi”.

Finalizando, lembrou que por maior que seja o desafio, o problema, precisamos aprender a depender unicamente da graça. “Deus tem sempre o melhor para nós, decorrente de sua graça bendita. Não basta termos, sermos, acharmos ou fazermos. Se não tivermos graça, de nada adiantará. Pedro fez a diferença perante o coxo por estar cheio da graça e é nessa confiança que convido a todos que permaneçamos firmes, confiantes na vitória final a partir da graça por Deus confiada.

Sob pentecostes e muito alarido santo, um grande clamor ganhou o plenário. As cantoras Regiane Barros, Fernanda Kadoshy, Mirian Rios, Aline Miranda, Néia Lima e Cris Cunha se uniram, entoaram “Eu cuido de ti”. As congressistas se uniram, louvaram junto e o Consolador proporcionou momentos de glória em meio à comunhão que evidenciou a cada gesto.

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Célio Campos
Célio Campos
Jornalista, historiador, editor de Conteúdo do jornal O Arado e mestrando em Comunicação.
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