A mente cheia do Espírito Santo pensa – Parte 7

“Quanto ao mais, irmãos, ….tudo o que é amável… se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.” Filipenses 4:8

O termo amável apenas aparece neste texto no sentido mais aceito pelos estudiosos como o significado da palavra agradável. Não só em harmonizar um bom pensamento, mas, promover o que é agradável.

Se olharmos para isso, mais uma vez precisamos de ajuda em nosso cotidiano, pois somos analisados, pelos outros como agradáveis ou desagradáveis.

Mas o que seria ser agradável? Seria alguém dado com todos? Seria alguém que sorri para todos? Que não tem problema com ninguém? Observe que pensar em um ser agradável, e também o ser agradável custa uns bons neurônios.

Antes de responder está questão, precisamos olhar para as sutilezas que estão por traz do não é que não seja agradável, mas o motivo porque não é agradável.

Ser agradável nem sempre está relacionado pelo que vemos. Observe ao menção de um elemento agradável como está escrito: “a árvore do meio do jardim era agradável a vista e boa para comida” (Gn.2:9), entretanto, não podemos esquecer o que aqui foi desagradável era a desobediência  Observe a escolha de Sansão e sua resposta ao seu pai, “…tomai-me esta, porque ela agrada meus olhos”, porém não era agradável era desprezar conselhos, o que lhe custou seus próprios olhos. (Jz.14:3;16:28), como disse o escritor aos Hebreus “falta-me-ia o tempo contando de…”(Hb.11:32) Ló; Geazi e outros.

Ser agradável não tem nenhuma relação em ser bajulador. Ser agradável, não tem nenhuma relação em você tomar partido. Ser agradável, não tem nenhuma relação em cortar amizade com um em detrimento de outro. Ser agradável, não tem nada haver com expressão facial, seja um sorriso quinze por trinta ou um rosto de semblante fechado.

Ser agradável está relacionado primeiro á nossa sensibilidade no servir á Deus, pois o primeiro que precisa ser agradado é Ele (Hb.12:28). Agora não se iluda em pensar que Deus se agrada, quando desagradamos o nosso semelhante.

Deus honra o que lhe agrada e perante muitos, Ele nos conduz a ser agradável. (Et.10:3). Primeiro precisamos crescer em amabilidade para com Deus, o resto será conseqüência. (ISm.2:29)

Portanto, que nosso interior possa refletir, transmitir, do sentimento mais puro plantado por Deus em nós, pelo Espírito que nos é derramado (Rm.5:5) para que ao falar, as palavras sejam “sempre” agradáveis (Cl.4:6), para que ao cultuar, vivamos uma apresentação de um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus (Rm12:1), para que, quer ausentes ou presentes se tenha a menção e a lembrança de que o intuito, foi ser agradável (2Co.5:9)

Ser agradável, ao ponto de analisar a real existência no sentido do louvor e da virtude em tudo no que é agradável, pode nos levar para uma consciência mais elevada ou revoltada, pois nem sempre nossa escolha em sermos agradáveis principalmente de nossa vida com Deus nos deixará isento de agravos, sofrimentos e até que se padeça injustamente. (Leia 1Pe.2:5)

É agradável, amar sem ser amado (2Co.12:15). É agradável ser moído, quando se envolve vidas (Is.53:10). É agradável, pagar com o bem o mal recebido (Rm.12:21). É agradável aguardar em silêncio a salvação do Senhor (Lm.3:28).

É desagradável, o desamor. É desagradável, o terror. É desagradável ver a atual situação de horror.

É amável, pensar em um amor acima do som que tine ou de um dom que se exprime. É amável pensar no amor que tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

Se nisso pensarmos, ainda assim, entenderemos, que se o amor nunca falha, ser amável é nunca perder, é sempre ganhar.

….tudo o que é amável… se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.”

Até a última meditação!

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Fernando Cardoso
Fernando Cardoso
Casado, pai e serve a Deus na AD Perus Catedral.
EBFO 2020