Missões não podem parar por causa de pandemia

Um coração missionário, uma caixa de som e um microfone foram suficientes para que a diaconisa Chenia Santos, que congrega na Regional Francisco Morato, fizesse ecoar na rotina da região onde mora a mensagem consoladora, libertadora e restauradora do evangelho de Jesus.

A irmã Chenia coopera na diretoria do Conampe em sua regional que é liderada pelo pastor Josué Ottavio. A atuação na equipe promotora de missões na Regional confere a desenvoltura e habilidade necessárias para pregar o evangelho em qualquer lugar e em todo o tempo. Seja na igreja, feira, hospital, presídio ou praça. Onde tiver almas, ela está pronta e tem a melhor mensagem: o amor de Deus.

Com as restrições impostas pelo isolamento social, ela pondera que as pessoas, de repente, foram privadas de entrar no templo, por exemplo. Assim, perderam oportunidades de, com o coração angustiado, poder ouvir uma palavra que “conforta, dá alívio, consolo”. Preocupada com isso, ela assentou no coração tomar uma atitude para enfrentar o desafio.

Residência estratégica

A diaconisa Chenia Santos acompanhada por sua mãe, diaconisa Maria Raimunda (à esquerda), suas filhas Sarah e Rayssa e seu genro Ivanylson

A irmã Chenia detalha que sua casa está em um ponto estratégico. A partir da laje de sua residência, ela avista os bairros Jardim Olga, Vassouras 1 e 2, Jardim Rosas e Recanto. Assim, ela comprou uma caixa de som e começou a fazer cultos na laje.

Inicialmente, somente ela e as filhas Rayssa e Sarah somaram esforços nesta batalha por mais almas para Cristo. Assim, em algumas tardes, entre 13h e 14h15 ela passou a declarar em alto e bom som a notícia que nunca envelhece: Jesus salva, cura, batiza no Espírito Santo e breve voltará.

Fé na tribulação

Sua postura missionária foi desafiada em um momento que sua mãe, diaconisa Maria Raimunda de Oliveira, 68 anos, foi diagnosticada com a Covid-19. Diante do momento delicado, vez que a maior taxa de letalidade está entre os idosos, ela buscou ajuda e pediu oração em todas as igrejas por onde já cooperou louvando ao Senhor ou ministrando a Palavra de Deus.

Perseverança

Confiante no cuidado de Deus em favor da sua família e, especialmente, de sua mãe, continuou semeando o evangelho a partir de sua laje. Em dado momento, surgiu a dúvida da eficiência daquele esforço. Em oração, ela questionou ao Senhor se estava mesmo valendo a pena. Se alguém estaria ouvindo.

No mesmo dia que perguntou ao Senhor, uma irmã entrou em contato e disse: “O culto está uma benção. Estou ouvindo. Continua fazendo”. O incentivo se ampliou e foi sugerido que ela começasse a transmitir o culto pelas redes sociais.
A ação evangelística a partir da laje ganhou projeção e outras irmãs já convidaram para abençoar mais vidas em diversas localidades. Assim, os testemunhos se multiplicam e o Nome do Senhor é glorificado.

Deus cuida

Enquanto a irmã Chenia se empenhou para dar um passo adicional no cumprimento da grande comissão, Deus ouviu as orações em favor da irmã Maria Raimunda, sua mãe. Tanto que ao ser removida da UTI para a enfermaria, contrariando todos os prognósticos, saiu cantando o hino “Divino Companheiro”.

O testemunho foi mencionado pelo pastor Elias Cardoso, presidente da AD Perus, no culto do dia 26 de abril, transmitido online a partir da Catedral de Perus. Para a glória de Deus, a irmã Maria Raimunda recebeu alta e está em casa desde o dia 5 de maio. Mais que uma estatística de recuperação da Covid-19, a irmã é uma testemunha do cuidado de Deus.

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