Sem pompas, o Papa vai à América pedir desculpas

Quando o cardeal Joseph Ratzinger foi conclamado papa, imediatamente me ocorreu a seguinte questão: Por que um sumo-pontífice alemão? Por que escolher aquele, cujo cargo de Prefeito da Congregação da Sã Doutrina, antigamente conhecida com Tribunal do Santo Ofício (Inquisição) para o cargo papal?

O papa é alemão. A Alemanha é a maior potência evangélica da Europa. Ora, fica evidente que a estratégia do Vaticano está em atrair novos convertidos à sua igreja e regressar os que se afastaram.

A Igreja Católica Apostólica Romana não pára de perder fiéis no mundo inteiro. Procuram com urgência, meios de parar esse crescimento, mas todos em vão. Sabemos que a genuína Palavra de Deus tem sido amplamente pregada pelo mundo e que cada vez mais, almas são convertidas.

O passado de Bento XVI explica por que ele foi eleito papa. Serviu o exército nazista durante a II Guerra Mundial, até ser capturado e preso pelos americanos. Aliás, o nome Bento XVI não foi escolhido ao acaso. O último padre com esse nome foi Bento XV, que ficou no cargo de 1914 a 1922, exatamente no período da I Guerra Mundial. Coincidências?

Após quarenta anos, Ratzinger está de volta aos EUA, não como prisioneiro, mas como líder da Igreja. Sua missão é tentar resgatar ex-católicos e converter novos cristãos. Mas trazer esses fiéis de volta fica mais difícil quando a credibilidade institucional da Igreja está em baixa, sobretudo quando membros de seu clérigo são pegos em escândalos sexuais.

Nos EUA, principalmente em Boston, mais de 4 mil padres foram condenados pelo crime de pedofilia. Essas aventuras fizeram com que a Igreja Católica amargasse mais de 2 bilhões de dólares em indenizações.

Bento XVI está nos EUA e deve declarar abertamente um pedido de desculpas à todos aqueles  que sofreram com as atrocidades cometidas por membros da Igreja. Ele pode pedir, implorar, se ajoelhar, chorar, não importa. A mancha está feita e a cicatriz custará a se fechar. O fato é que nós, a igreja de Cristo não paramos de crescer pelo mundo afora, cumprindo exatamente a profecia que nos últimos tempos veríamos tais acontecimentos.

Por: Gustavo Felício

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