Agulhas que semeiam

O pastor Wellington Dias ministrou às congressistas do Cibemp 2019, no Plenário Paulo, na tarde de sábado, dia 18. À luz da narrativa do evangelista Lucas sobre a morte e ressurreição de Dorcas, registrada no livro de Atos dos Apóstolos (At 9:36-42), o preletor discorreu sobre a superioridade do ministério com relação às atividades profissionais. Ele pontuou, porém, que um não anula o outro, mas o cumprimento da grande comissão pode ser realizado a partir das habilidades profissionais.

Dorcas, moradora de Jope, por exemplo, era uma mulher que, pela narrativa bíblica, devia ter algum poder aquisitivo acima da média. Isso porque atuava no mercado têxtil que, na época, era uma grande fonte de renda. Por estar em uma cidade portuária, o trabalho de manufatura ganhava projeção adicional, pois se tornava, também, produto de exportação.

A condição financeira privilegiada de Dorcas, no entanto, não a impediu de ser reconhecida na igreja do primeiro século como “uma mulher cheia de boas obras, notável, de ofertas voluntárias, simples, humilde, compassiva, amável”.

A mente de Dorcas

Pastor Wellington Dias: “É inadmissível alguém sentar rasgado ao lado de quem tem agulhas, e ir embora da mesma forma”

Dias detalhou que o perfil de Dorcas era de uma discípula em sua plenitude que começou a seguir Jesus, aprendeu com Ele e passou a imitar os seus passos. Assim, aquela mulher tinha a compreensão clara: “a sua profissão nunca será superior ao seu ministério”. Desta maneira ela cumpria o ministério: cuidar das viúvas, suprir as necessidades dos menos favorecidos e, para tanto, valia-se de suas atividades profissionais.

O preletor pontuou o que devia ser o raciocínio daquela cristã. “Se eu sei, é porque Ele me capacitou. Se eu faço, é porque Ele me habilitou. Se eu consigo, é porque Ele me auxilia. Eu não sei por mim mesmo, não faço por mim mesmo, eu não consigo por mim mesmo. É tudo dele, pra ele, todas as coisas vêm dele”, detalha.

Semeadura silenciosa

O pastor Wellington ponderou que o ministério de Dorcas não tinha sinais como o de Pedro, não era eloquente como de Apolo, nem itinerante como o de Paulo. “Dorcas pregava com as agulhas”, afirmou.

Seu entendimento é de que Deus a tinha chamado para suprir as necessidades dos menos favorecidos, ajudar as irmãs que não tinham condições de vestir uma roupa nova. Assim, ela decidia usar as agulhas que havia recebido do Senhor.

Assim como Deus capacitou e despertou Dorcas, o pregador ressaltou às congressistas que Deus também havia entregue “agulhas” para cada uma. De modo que “é inadmissível alguém sentar rasgado ao lado de quem tem agulhas, e ir embora da mesma forma”.

Habilidades bem aplicadas

“As agulhas que Deus te deu, não são para alfinetar as irmãs. Não são para a perfurar a próxima. As agulhas que Deus te deu são para trabalhar”, declarou Dias. “Tem alguém ao seu lado precisando das suas agulhas, das obras das tuas mãos. Deus te habilitou para isso”, alertou o preletor.
O pregador ponderou, ainda, que há muitas obras pela metade. “Nos últimos dias, vemos muitas pessoas fazendo remendos, obras incompletas, trabalhos inacabados, ministérios interrompidos. Porque não sabe utilizar o que Deus confiou”.

Dias pontuou o papel de relevância assumido por Dorcas na vida de diversas pessoas. Ele aplicou a mensagem inquirindo acerca de pessoas que se posicionam como vítimas, não compreendidas, não aceitas, não amadas. O pregador recriminou quem exige atenção, carinho, respeito, amor, mas não oferece isso a ninguém. “Quer amor? Plante amor. Quer reconhecimento? Reconheça alguém. Quer honra? Honre alguém. Quer ser ajudada? Ajude alguém. Quer misericórdia? Seja misericordiosa”, exclamou.

Assista a íntegra da mensagem:

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Midia AD Perus
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